quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

[Deus enrolava-nos vagarosamente], de Paulo José Miranda

Deus enrolava-nos vagarosamente
para acabarmos entre os seus dedos.
A esse seu prazer chamou tempo
e onde havia dor nasciam cigarros.
Pensou no fogo como sendo belo
de modo a morrermos maravilhados.


(in O Tabaco de Deus)

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